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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

PREGAÇÃO SIMPLES E HONESTA


PREGAÇÃO SIMPLES E HONESTA


Antes, renunciamos aos procedimentos secretos e vergonhosos; não usamos de engano, nem torcemos a palavra de Deus. Ao contrário, mediante a clara exposição da verdade, recomendamo-nos à consciência de todos, diante de Deus. 

(2 Co 4: 2 – NVI)



O motivo, a mensagem e o método de pregação nunca deveriam estar envoltos em mistério. Existem aqueles que igualam complexidade e ambiguidade à profundidade. Pregar é dizer às pessoas tudo o que Deus tem revelado na fé cristã, ou seja, na Bíblia. E nada sobre isso tem necessidade de ser confuso. Como Paulo lembra aos Coríntios, “pois nada lhes escrevemos que vocês não sejam capazes de ler ou entender” (1.13).Sem dúvida, Pedro observa que algumas coisas nas cartas de Paulo são difíceis de entender, mas ele diz “algumas coisas”, não a maioria ou todas as coisas, e ele diz “difíceis de entender”, e não impossíveis de entender. Ele escreve que pessoas “ignorantes e inconstantes” as distorcem para a sua própria destruição. Visto que os cristãos não devem ser nem ignorantes e nem inconstantes, e visto que eles receberam o mesmo Espírito Santo que os apóstolos receberam, é possível para o crente, pelo menos em princípio, captar tudo o que a Escritura ensina. E não há razão pela qual a nossa pregação devesse obscurecer a clara verdade da divina revelação.A verdadeira pregação cristã, portanto, deve ser honesta, clara e fácil de entender. Esse é o fundamento de qualquer teoria homilética. E por essa concepção de pregação, todo crente deveria ser capaz de comunicar o Evangelho aos seus vizinhos. Existem, sem dúvida, táticas que poderiam manipular a audiência ou utilizar das personalidades ou experiências dos ouvintes para que se possa ganhar influência sobre eles. Mas uma vez que haja qualquer elemento de engano, todo o exercício não mais funciona em direção à sua meta apropriada.Não queremos que as pessoas simplesmente se chamem cristãos – não é atrás disto que estamos, afinal; mais que isso, queremos que as pessoas sejam modificadas em seus corações, que acreditem em alguma coisa nova e maravilhosa, e que se tornem cristãos, e que assim se chamem porque o são. Queremos apresentar ao Senhor Jesus, discípulos genuínos e inteligentes, pessoas que compreendem a fé cristã e creem que ela é a verdade, e esse é o único caminho para a salvação e o único estilo de vida.Pela mesma razão, rejeitamos a violência como um meio de fazer discípulos ou de silenciar os nossos oponentes. Não que a violência seja errada em si mesma. Existe certa confusão sobre isso que enlameia muitas discussões sobre religião e sociedade. Ocasionalmente os cristãos são desafiados pelos seus oponentes com referência às aparentes atrocidades que os santos do Antigo Testamento cometeram contra outras nações. Por que os cristãos endossam esse comportamento no povo antigo, e se eles realmente endossam, por que dizem que isso é inaceitável para a propagação do Evangelho?Se os cristãos tomarem a suposição infundada de que a violência é errada em si mesma, ficam abertos a todos os tipos de criticismo contra os santos do Antigo Testamento, contra a pena de morte, a legítima defesa, contra o castigo físico na criação de filhos, e daí por diante. Mas todas das críticas contra a fé cristã são defeituosas, e essa aqui não é uma exceção. Deus mandou os santos do Antigo Testamento os povos para que pudessem se apossar da terra prometida, e não para disseminar a fé. Foi algo realizado por uma nação em guerra com outras nações, e não pela igreja como uma entidade espiritual ou por crentes agindo individualmente por conta própria. Deus tinha decidido expulsar os pagãos adoradores de ídolos – as suas falsas religiões eram as verdadeiras atrocidades – e ele cumpriu a sua promessa com referência à terra ao garantir a vitória de Israel. Depois Deus expulsou os próprios judeus, e agora os cristãos são o povo de Deus, e nós não lutamos por uma terra porque o nosso reino é espiritual.Nesse sentido, a violência dos santos do Antigo Testamento não tem relação com a agenda cristã. Do mesmo modo, quando executamos um criminoso, não se trata de uma tentativa de converter sua alma por esse alto, como se quiséssemos ameaçá-lo à fé. Trata-se de uma questão distinta da pregação do evangelho. Queremos que as pessoas creiam em seus corações, e não que meramente se vistam de uma aparência. Dessa forma, o uso da violência não é somente contra as ordens de Deus, mas é também impotente para obter o resultado que buscamos. O mesmo se aplica ao uso de truques e artimanhas, bajulação e apelos aos desejos pecaminosos dos homens. Ou você deseja a coisa errada, ou você não vai conseguir o que quer por nenhum outro método a não ser o discurso claro e sincero.Nós apresentamos a mensagem do evangelho como uma questão de verdade e de erro, de justiça e impiedade. Assim, levamos para dentro da mente dos homens que isso é uma questão de certo e errado. Apelamos à consciência deles, e não às suas carteiras ou aos seus apetites e desejos sensuais. A propagação do Evangelho não é uma questão de sutileza na oratória, de manobra política, de relevância cultural ou social. É expressão clara da verdade que pronunciamos diante de Deus e em direção aos homens – não adulterada pela ambição e livre de filosofia humana. Essa obra está aberta a todos os crentes. Qualquer cristão pode falar a alguém sobre o Senhor Jesus Cristo em linguagem forte e honesta, e esperar que o Espírito Santo venha com grande poder e convicção. 




Tradução: Claudino Batista Marra (marrajunior1@hotmail.com).



Vincent Cheung é autor de trinta livros e centenas de palestras sobre uma gama de assuntos em teologia, filosofia, apologética e espiritualidade. Através dos seus livros e palestras, ele está treinando cristãos para entender, proclamar, defender e praticar a cosmivisão bíblica como um sistema de pensamento abrangente e coerente, revelado por Deus na Escritura. Vincent Cheung reside em Boston com sua esposa Denise. 

UM OBREIRO APROVADO POR DEUS


UM OBREIRO APROVADO POR DEUS

Continue a lembrar essas coisas a todos, advertindo-os solenemente diante de Deus, para que não se envolvam em discussões acerca de palavras; isso não traz proveito, e serve apenas para perverter os ouvintes. Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade. (2 Timóteo 2.14-15).
Um ministro do evangelho é chamado à se comunicar com pessoas falando e escrevendo. Alguns teólogos e peritos em homilética que desejam exaltar o lugar da pregação atribuem o que parece ser um poder místico ao próprio ato de falar a mensagem em alta voz, como se as mesmas palavras se tornassem mais eficazes uma vez transformadas de borrões de tintas num papel a sons no ar. O motivo para exaltar a pregação é louvável, visto que a própria Bíblia enfatiza sua importância em declarar o conhecimento e a majestade de Deus. Contudo, a menos que haja evidência bíblica para atribuir algum poder especial ao falar a mensagem em contraste a escrever a mensagem, tal visão sobre pregação é mera superstição. E não existe tal evidência bíblica.
Aqueles que advogam essa superstição apelam a Romanos 10.17, onde Paulo diz: “Consequentemente, a fé vem por se ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo”. A fé vem pelo ouvir, eles dizem, e uma pessoa ouve quando alguém prega. A alegação é que algo único acontece quando uma pessoa ouve a palavra de Deus. Contudo, o versículo não diz nada sobre ler e escrever. Simplesmente porque a fé vem pelo ouvir não significa que ela não possa vir pela leitura, ou que ela não possa vir tão eficazmente, ou até mais eficazmente. O versículo não sugere que haja algo místico, sobrenatural, ou único no próprio ouvir. Antes, João diz, “mas estes [sinais miraculosos] foram escritos para que vocês creiam” (João 20.31).
Dessa forma, mesmo o surdo pode experimentar o pleno poder da palavra de Deus lendo-a ou quando alguém prega para ele por linguagem de sinais. O poder está nas ideias de Deus, comunicadas através de palavras, seja falando ou escrevendo, ouvindo ou lendo, e tornadas eficazes pelo Espírito Santo. Há poder na pregação, não porque o homem faz sons no ar em oposição aos símbolos no papel, mas porque as palavras e ideias comunicadas procedem de Deus. A superstição desvia a atenção da sabedoria e poder de Deus.
Assim, o ministro do evangelho deve comunicar. Sobre o que ele tem que falar? Muitos ministros enchem seus sermões com questões sociais e preocupações superficiais. Eles são pessoas inúteis. É uma perda de tempo ouvi-los. Esses tópicos não são triviais, mas é necessário um fundamento teológico para abordá-los corretamente. Todavia, o fundamento doutrinário em si não é estabelecido primariamente para abordar esses tópicos; antes, ele é valioso por si próprio. O ministro é chamado a manusear a palavra da verdade, o evangelho, ou as doutrinas da fé cristã. É sobre isso que ele deve falar o tempo todo. O obreiro que maneja corretamente a palavra da verdade, diz Paulo, é aquele que não deve se envergonhar. Isso implica que a pessoa que não maneja a palavra da verdade ou a maneja incorretamente deve se envergonhar.
Essa é a diferença crucial entre um bom e mau ministro, ou aquele que não precisa se envergonhar e aquele que precisa. A diferença é a doutrina. Se um ministro prega a Bíblia, deduz validamente ensinos dela, e então comunica esses ensinos a outros, então ele é aquele que não precisa se envergonhar. Se não faz isso, então ele precisa se envergonhar. A questão é simples e clara, mas é de suprema importância, pois apresenta o padrão pelo qual todos os ministros devem ser avaliados. Se somos ministros, então isso é o que devemos nos tornar e permanecer. Se somos membros de igreja, então esse é o tipo de ministros que deveríamos seguir e apoiar, e devemos rejeitar todos aqueles que não manejam corretamente a palavra da verdade.
Não é raro alguns dizer sobre certo ministro: “Sua doutrina pode ser um pouco distorcida, mas ele tem um bom caráter”. A suposição é que não se requer um bom caráter para reconhecer e crer na sã doutrina, ou pelo menos a crença na verdade é uma parte pequena da personalidade. Em todo caso, o padrão usado é errado. Sem dúvida um ministro deveria ter bom caráter, mas se ele não possuir primeiramente a sã doutrina cristã, que ele demonstre o seu bom caráter budista no banco. A doutrina, ou a palavra de Deus, é o padrão. O ministro conhece e crê na palavra da verdade? O que ele faz com ela?
Um ministro que maneja corretamente a palavra da verdade não é uma criança nas coisas de Deus. Ele aplica a sã doutrina de uma forma série e madura, e encara de frente a realidade que nos confronta neste mundo. No mesmo contexto onde Paulo declara que um obreiro deveria manejar corretamente a palavra da verdade, ele diz a Timóteo: “Continue a lembrar essas coisas a todos”. Se “essas coisas” não incluiu tudo que precede o versículo desde o começo da carta, pelo menos referem-se aos versículos 8-13. E nesses versículos Paulo fala dos conteúdos doutrinários do evangelho, incluindo a ressurreição e herança real de Cristo. Ele diz que é por pregar o evangelho que ele está sofrendo ao ponto de estar aprisionado como um criminoso. Ele fala de suportar as dificuldades pelos eleitos, de forma que eles possam obter a salvação que há em Cristo Jesus. Então, ele fala da consequência de desonrar a Cristo: “Se o negamos, ele também nos negará”. Esse é um negócio sério e solene, e um ministro que maneja corretamente a palavra da verdade deve comunicar isso àqueles que o ouvem.

Vincent Cheung é autor de trinta livros e centenas de palestras sobre uma gama de assuntos em teologia, filosofia, apologética e espiritualidade. Através dos seus livros e palestras, ele está treinando cristãos para entender, proclamar, defender e praticar a cosmivisão bíblica como um sistema de pensamento abrangente e coerente, revelado por Deus na Escritura. Vincent Cheung reside em Boston com sua esposa Denise. 

PROCLAME A SÃ DOUTRINA


PROCLAME A SÃ DOUTRINA

Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina. Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos. (2 Timóteo 4.2-4)
As principais preocupações de Paulo são a honra de Deus e o progresso do evangeho. Visto ter alcançado o final de sua vida e ministério, ele agora ordena, diante de Deus e de Jesus Cristo, que Timóteo continue a obra.
Os profetas, os apóstolos e o próprio Senhor têm estabelecido a presença da fé cristã no mundo. O Senhor Jesus disse que essa é uma presença permanente, e que as forças do inferno não prevalecerão contra a igreja. A religião cristã nunca será exterminada, e suas doutrinas nunca podem ser refutadas ou destruídas. Contudo, de acordo com o plano de Deus, o cristianismo continuará a ter os seus inimigos. Haverá aqueles que resistem a ele e tentam aniquilá-lo. Haverá aqueles que recusam abraçar a única pessoa e mensagem que pode salvar as almas miseráveis dos homens, e que ainda tentar impedir que outros entrem na vida eterna. Embora nunca terão sucesso em seus esquemas perversos, seus esforços permanecerão mais que um simples aborrecimento aos seguidores de Jesus Cristo.
Paulo diz a Timóteo algo sobre o que a igreja enfrentará, incluindo as profundezas da depravação na qual os não cristãos se afundarão. Haverá tempos terríveis. As pessaos serão amantes de si mesmas, do dinheiro e do prazer, e não amantes de Deus. Elas serão ingratas, profanas, sem amor, implacáveis, caluniadoras, e assim por diante. Elas terão uma forma de religião, mas negarão o seu poder. Algumas alegarão ser religiosas, ou mesmo cristãos, mas na verdade irão se opor à verdade. Homens maus e impostores, ele escreve, irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.
Qual é a instrução de Paulo para a igreja que encara oposição de todo lado, e enfrenta problemas de todos os tipos? Tempos terríveis estão aqui e estão mais adiante, e o ministério do apóstolo está prestes a chegar ao fim. Se há uma arma potente, uma estratégia especial, um entendimento espetacular, agora é o tempo de falar sobre isso. Com uma solenidade quase ameaçadora que é insuperável em qualquer outro lugar, ele engarrega Timóteo: “Pregue a Palavra”. Devemos ter isso fixado em nossas mentes: quando diz respeito ao ministério, essa é a única prescrição apostólica que se aplica a todos os tempos e em todas as situações.
A fim de reduzir a reduzir a ofensa, mostrar respeito, demonstrar humildade, e incitar interesse, a pregação têm frequentemente sido remodelada em termos não autoritativos. Assim, em vez de “pregar”, o ministro com frequência diz “compartilhar” a palavra de Deus ou “discutir” com a congregação o que deveria ser crido e praticado. Embora seja inteiramente apropriado compartilhar e discutir os ensinos da Bíblia, aqui Paulo não diz compartilhar ou discutir, mas pregar. Há uma diferença. Pregar é afirmar, declarar e proclamar com conhecimento, convicção e autoridade. É entregar uma palavra da parte de Deus sobre algo de importância considerável.
Paulo diz que o conteúdo da pregação é “a Palavra”. Aqui ela é sinônimo daquilo que algumas pessoas recusariam ouvir, isto é, “sã doutrina”. Embora nossa pregação deva ser totalmente consistente com a Escritura, ela não é idêntica à Escritura. Pregar não é simplesmente ler a Bíblia em voz alta, pois se fosse esse o caso, não haveria na verdade nenhuma necessidade de algo como pregação, e uma pregação não seria boa ou ruim, correta ou incorreta. E não haveria nenhuma diferença entre um pregador bom e ruim. Todos seriam leitores. Nem deveria um pregador parecer um comentário. Antes, o pregador assimila a Escritura e então declara a sua mensagem.
Novamente, a pregação sempre deve ser bíblica no sentido que deve seguir “o modelo da sã doutrina” (2 Timóteo 1.13). Mas ela é um padrão, não um roteiro. É um modelo, não um esboço preparado. Peritos em homilética com frequência prescrevem métodos pelos quais o pregador pode realizar melhor a sua tarefa. O método expositivo, pelo qual tanto o título como o conteúdo dos sermões são derivados de uma passagem, é considerado por muitos como a abordagem preferida. Contudo, visto que a própria Bíblia não ordena nenhum método particular, e os peritos em homilética têm falhado em provar que ela o faça, ou mesmo provar que existe um a ser preferido, ninguém tem a autoridade para afirmar que um pregador é fiel, ou mais fiel, à sua comissão apenas se usar o método expositivo.
Paulo pregou a sã doutrina tão fielmente aos atenienses em Atos 17, onde ele não citou nenhuma passagem bíblica, quanto Pedro, quando este usou uma abordagem “texto prova” em Atos 2. Mas pregar sem citar a Escritura, e citar passagens meramente como textos prova, são considerados como métodos inferiores ou mesmo inaceitáveis por muitos peritos em homilética terroristas. A verdade é que, embora o pregador deva sempre ser verdadeiro à Bíblia, a Bíblia permite muita liberdade e variedade na construção e apresentação do sermão. Ele deve pregar a sã doutrina, mas não deve deixar que os peritos em homilética digam como ele deve fazer isso.
De fato, se insistirmos que o próprio método deve vir da Escritura, parece que o método expositivo (onde tanto o título como o conteúdo são derivados de uma passagem) teriam o menor apoio escriturístico. Nenhum sermão na Bíblia segue este método como definido pelos peritos em homilética. Isso não o torna errado ou inferior. De fato, é discutível se o método expositivo é aquele que eu uso com maior frequência, embora por vezes vagamente. O ponto é que algumas pessoas têm alegado muito em favor dele, e têm imposto o mesmo sobre outros, ao passo que a Bíblia parece permitir certa liberdade nessa área. Assim, embora não haja nenhum método rígido, o conteúdo da pregação é definido e decidido, de forma que a ênfase essencial da mensagem é inegociável. E visto que a mensagem é baseada na revelação e na autoridade de Deus, ela obriga legitimamente a consciência dos homens.
O pregador aplica as doutrinas bíblicas de várias formas benéficas – ele deve instruir, repreender e encorajar. Instruir, ou anunciar e explicar a verdade, é o fundamento para os outros usos da palavra de Deus. O pregador então corrige e repreende aqueles que se desviam do padrão bíblico apresentado. É também sobre a mesma base da sã doutrina que o encorajamento significativo é possível. Deve haver uma proporção correta desses usos da palavra de Deus. Encorajamento sem uma base bíblica, sem o fundamento do ensino, é vazio ou mesmo enganoso. Correção é significativa somente quando o padrão correto é definido, de forma que possa ser mostrado que alguém se desviou dele, e de forma que possa ser conhecido que alguém deve retornar a ele. Então, se um pregador apenas instrui e encoraja, mas nunca repreende, aquele que se desvia da verdade nunca é confrontado com o seu erro, e o pregador não cumpriu o seu dever.
Paulo diz que haverá um tempo quando as pessoas não suportarão a sã doutrina. Elas rejeitarão a pregação como um método de ouvir da parte de Deus. E elas rejeitarão a mensagem que a pregação pretende comunicar. Em vez disso, elas desejam ouvir coisas que vão entretê-las, faciná-las e justificar seus erros e maus desejos. E elas exigem uma certa estimulação carnal e sensorial no método de apresentação. Alguns cristãos alegam que devemos acompanhar os tempos e adaptar nossa abordagem de acordo com as tendências culturais. Em outras palavras, deveríamos seguir os não cristãos e nos submeter aos seus desejos. Mas o apóstolo prescreve a pregação já com essa resistência em mente. Ele é quem menciona aqueles que não suportarão a sã doutrina. Ele é aquele que diz para pregar a palavra “a tempo e fora de tempo”, quer o tempo seja favorável ou não a esse método ou à nossa doutrina, e quer essa seja a coisa popular a se fazer ou não.
Portanto, aqueles que propõem alternativas à pregação, e aqueles que propõem alternativas à sã doutrina, estão na realidade propondo rendição ao pecado e à incredulidade. Ora, se as pessoas são desatentas e rebeldes, um rei não ordena ao seu arauto para que pare de declarar a sua mensagem, e que comece a dançar e fazer malabarismo, como um palhaço para atrair uma multidão. Não, se as pessoas não forem ouvir ao arauto, e se elas não concordarão com o rei, a próxima coisa que o rei faz, se assim o agrada, é enviar seus soldados para matá-los. O arauto não muda sua abordagem ou mensagem. Se um pregador muda sua abordagem ou sua mensagem para diminuir a distração e resistência, ele não é mais um pregador. Ele abandonou o seu ministério. Mas que os arautos do Rei insistam em cumprir o seu dever, suportar as dificuldades e manter a fé.

 
Fonte: Reflections on Second Timothy
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Isaías 6:1-8

No ano em que o rei Uzias morreu, eu vi o Senhor assentado num trono alto e exaltado, e a aba de sua veste enchia o templo.
Acima dele estavam serafins; cada um deles tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés, e com duas voavam.
E proclamavam uns aos outros: "Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos, a terra inteira está cheia da sua glória".
Ao som das suas vozes os batentes das portas tremeram, e o templo ficou cheio de fumaça.
Então gritei: Ai de mim! Estou perdido! Pois sou um homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! "
Então um dos serafins voou até mim trazendo uma brasa viva, que havia tirado do altar com uma tenaz.
Com ela tocou a minha boca e disse: "Veja, isto tocou os seus lábios; por isso, a sua culpa será removida, e o seu pecado será perdoado".
Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: "Quem enviarei? Quem irá por nós? " E eu respondi: "Eis-me aqui. Envia-me! " 
Isaías 6:1-8

Jeremias 1:1-10

As palavras de Jeremias, filho de Hilquias, um dos sacerdotes de Anatote, no território de Benjamim.
A palavra do Senhor veio a ele no décimo terceiro ano do reinado de Josias, filho de Amom, rei de Judá,
e durante o reinado de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, até o quinto mês do décimo primeiro ano de Zedequias, filho de Josias, rei de Judá, quando os habitantes de Jerusalém foram levados para o exílio.
A palavra do Senhor veio a mim, dizendo:
"Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi; antes de você nascer, eu o separei e o designei profeta às nações".
Mas eu disse: "Ah, Soberano Senhor! Eu não sei falar, pois ainda sou muito jovem".
O Senhor, porém, me disse: "Não diga que é muito jovem. A todos a quem eu o enviar você irá e dirá tudo o que eu lhe ordenar.
Não tenha medo deles, pois eu estou com você para protegê-lo", diz o Senhor.
O Senhor estendeu a mão, tocou a minha boca e disse-me: "Agora ponho em sua boca as minhas palavras.
Veja! Eu hoje dou a você autoridade sobre nações e reinos, para arrancar, despedaçar, arruinar e destruir; para edificar e para plantar". 
Jeremias 1:1-10

PREGADORES

"MUITOS PREGAM, MAS NÃO PREGAM A CRISTO. OUTROS PREGAM A CRISTO, MAS SEM CRISTO EM SUAS VIDAS. OUTROS AINDA, PREGAM A CRISTO, MAS NÃO O CRISTO DA BÍBLIA. HOJE EM DIA TEMOS TODOS TIPOS DE "PREGADORES"", pregadores de a busca de enriquecimento, pregadores a busca de renome, pregadores de grifes, pregadores de viagens, pregadores de historinhas, pregadores do nada, etc. TODOS PREGANDO, MAS POUCOS PREGANDO TODO O CONSELHO DE DEUS, TODA A VERDADE DE DEUS, TODOS OS MANDAMENTOS DE DEUS.

SER PREGADOR

"SER PREGADOR NÃO EXIGE SOMENTE UMA BOA ORATÓRIA E UMA BOA POSTURA, MAS ACIMA DE TUDO DEVE-SE TER O CHAMADO E A CAPACITAÇÃO PARA TAL".